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ARTIGO - Imagine um mundo diferente, isso pode acontecer...

08/05/2009



Estudiosos da memória afirmam que o melhor exercício para conservá-la é a leitura. De forma que ser leitor é prática saudável a todos quantos querem permanecer com seu cérebro atualizado e produtivo.
Quando a humanidade descobrir todo o bem que a leitura pode ocasionar, colocá-la-á como prioridade, na vida familiar, religiosa, estudantil, recreativa, profissional. Mas quando? Estamos demorando.
Como ela produz reflexão e crescimento pessoal, é o implemento essencial ao ser humano, para que vá desenvolvendo seu potencial e adequando-o aos diferentes momentos da existência.
Somos seres complexos, carentes de diálogos construtivos, e os bons autores, em todas as áreas do saber, podem ajudar-nos a descobrir caminhos.
Quem dera que desde o início de sua vida a criança fosse altamente estimulada por seus pais a ler. E visse a família lendo, freqüentando bibliotecas ou livrarias. Essa poderia ser, ainda, a mudança mais radical e benéfica das escolas: o foco na leitura, diversificada, consistente, embasadora  de conhecimentos e de atitudes.
A Bíblia é o Livro dos Livros, indispensável leitura para o cristão ir assumindo um jeito de ser, conforme sua fé. Para viver essa grandiosa mensagem de amor. Na área empresarial e na científica há também incontável número de obras, com as quais o profissional pode rever as questões que mais o preocupam no dia a dia. Nenhum conhecimento é apenas embalagem, é conteúdo humano.
Ler é autodidatismo, é querer saber, e o querer é essencial às ações humanas. Como fazer alguém querer algo que não conhece, senão pelo amor e pelo exemplo? Os bons livros são como sementes, espalhadas no terreno do mundo. Se aconchegados no calor das idéias de quem os lê, geram criatividade, capacidade de decisão, e vontade de participar da construção de um mundo melhor. Nesse ponto, o depoimento dos escritores, de como começaram a se apaixonar pelos livros, mostra que o livro em geral veio de pessoa amada (pai, mãe, tios, padrinhos), como presente, e que insistiu para que o lesse. Por amor à pessoa que o deu, foi dado o primeiro passo em direção à sempre mais gratificante prática da leitura, e querer surgiu como resposta, no decorrer desse processo vital de interação.  
Como poderia a escola pós-moderna desviar-se das ondas da moda, do hedonismo, do imediato, da passividade, do fácil, do óbvio, do superficial? Imagine-se que os estudantes viessem a querer estudar, de verdade, aperfeiçoar-se, ter seus próprios juízos... É preciso tentar.
Que a leitura seja princípio de uma forma responsável de vida, tanto durante o tempo de escolaridade, quanto depois, mesmo na terceira idade. Que o ser e saber não sejam vistos como bens passageiros e utilitários. Sejam a condição humana.

*Mestre em Lingüística Aplicada, membro da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (Alvi), professora de Língua e Literatura nos cursos  de Secretariado Executivo e Comunicação Social, e presidente do Conselho Editorial da Uniuv.
Esclareça suas dúvidas. Mande sugestões para esta coluna pelo e-mail prof.fahena@uniuv.edu.br
Esse texto foi originalmente publicado na coluna Questões de Estilo, da edição impressa nº. 2.039, de 1º de maio de 2009.


por: UNIUV